A Dangerous Mind (Within Temptation)

Within Temptation

Me sinto vazia. Há aquela confusão, sabe? Sabe, eu sei que sabe. Angústia por não saber o que se passa dentro da própria mente. E não é que dói? E dói mesmo. Você sabe, não sou muito sensível à dor… Mas isso dói. Tira dos meus pulmões o ar e de meu coração a vontade de bater. Só não faz minha mente querer parar de pensar porque a mesma não consegue se encontrar… Me diga onde ela fica. Me ajude a achá-la, por favor! É como não saber de onde vem aquele barulho, sabe? … Aquele barulho de madrugada, que nos impediu de dormir aquela vez. De onde vem o maldito barulho?
Sabe, naquela noite… Sua respiração me acalmou. Ouvi-la ao meu lado. De onde vem sua respiração, meu bem? Eu gosto dela. Você não está aqui, porém continuo a ouví-la. Queria saber de onde ela vem, assim como o maldito barulho, e assim como a minha maldita mente! Mas dos três, a que mais gosto é a sua respiração. E depois, vem o barulho.
Queria que estivesse comigo para abafar o som de minha mente. Sua respiração já cuida do barulho… É mesmo um som? A minha mente… Sempre a vi de forma tão cinza. Sempre a senti de forma tão fria e sempre tão irregular. Seu gosto foi sempre tão amargo, com uma ponta doce no fim. E é por isso que te pergunto, onde diabos está minha mente? Eu sinto-a em todo o lugar, em todo o meu corpo, em tudo à minha volta. Só não sinto-a quando estou com você. Você entorpece essa onipresença maldita. Porque a todo o momento, sobre a confusão, sob a confusão e em meio a ela, lá está você. Como posso não sentir minha mente em você quando a você ela pertence? … Não entendo. E alguém pode desligar esse maldito barulho? Eu preciso dormir. Eu preciso ouvir sua respiração. O barulho tem se tornado mais alto ultimamente… Ou seria a sua respiração mais baixa? Não, prefiro crer no aumento do barulho. Respire sempre ao meu lado, está bem? E me perdoa por isso.

Largou a caneta e o papel, e dito o que deveria ser dito, não pensou duas vezes. Da sacada da janela, livrou-se de sua mente. Livrou-se de tudo. Pois a altura e a velocidade faziam-no presente… E sua presença entorpecia a maldita onipresença. 

 

http://letras.ms/TZ8

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Sobre Marina Rentes

A antítese ambulante.
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